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10,8 x 14,8 cm
2021
Balões vermelhos e impressão em couchê fosco 250g/m2

até estourar

Trabalho parte do projeto "Não chegar onde desejamos, mas nunca esquecer da potência do sentir com"

 

A ideia de enviar cartões-postais como proposição se desenvolveu justamente no contexto da pandemia de Covid-19, no início de 2021, como maneira de produzir propostas relacionais sem sair de casa. Além disso, traz mais uma camada para o meu trabalho, pois torna o espaço íntimo mais aparente em minha poética, em que percebo que uma das maneiras de lidar com o conceito operatório que proponho (coexistencializar) e a arte contemporânea é através do resgate de ações singulares, em contato direto com o outro, assumindo papel de fenomenólogo nas proposições de maneira que é necessária uma coexistencialização para que a proposta exista.

Propor que se encha um balão até que ele estoure consiste em provocar a reflexão sobre a utilidade do balão, pois um balão é enchido com o intuito de que não estoure para servir como decoração ou para alguma outra finalidade similar. Desta maneira, proponho a indagação sobre o porquê encher um balão até estourar, de maneira que esta indagação se configura justamente na ação de fazer algo que não serve para nada. Assim sendo, este “não servir para nada” questiona a maneira como vivemos, como nos sentimos, como nos relacionamos com o mundo, e aqui a palavra-chave, como coexistimos no mundo.

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